Este poema surge duma brincadeira de MSN. Um amigo mostrou-me o seu blog, e eu mostrei-lhe o meu. E pensamos em escrever um poema em conjunto e ver no que dava. Autoria de Ana Santos e João Guerreiro.
Acorda da noite passada
ainda com o ultimo pensamento presente
o medo de não acordar
um drama existencial demente.
Mas ele sabe que tudo o que vive
reflecte no fundo de um qualquer ser
e se deixar o medo o controlar
então deixa de viver.
Encara a morte como uma espécie de passagem,
(fácil era mas)
Adormece com o medo de concretizar essa viajem.
É normal chover quando nem um sorriso sai do seu coração
É aquele vulto obscuro que o mantém na indecisão
No impasse da hora e do dia mais escuro
E já é hora de almoço, é melhor mudar o seu futuro
Dar um sol ao seu dia
deixar a felicidade entrar, chega de morte
Quando o presente quer deixar o futuro passar
E dá-se como um brilho de flash
O sol afasta as nuvem e trás a paz
o silencio, a harmonia das palavras
Trás consigo o vento que voa bem alto
o homem esquece o pensamento
e a noite mal dormida
esquece o medo
e voa até á felicidade desconhecida.
Onde conhece o senhor riso, o senhor calor
a senhora alegria e todo o amor.
O sol fala com ele
e pede desculpa por ter de se ausentar
Diz que um dia volta para o conquistar
De volta a casa da viagem com o vento
Come o resto da brisa do ar
inspira, expira
inspiro, expiro
e agora vou dormir.
devo deixar-me silenciosamente adormecer?
Deixo-me ficar acordado a pensar?
Enquanto morro e nasço de novo
Do anoitecer ao amanhecer?
Tenho medo,
medo de fechar os olhos, e não voltar a ver.
de me deixar cegar, ainda há tanto para eu conhecer.
Vou deixar-me silenciosamente adormecer.
Enquanto vejo a beleza do mundo em mim.
E imaginar nos olhos de outra pessoa,
como seria o novo amanhecer, um que não doa.
Um que não tenha um fim.
Pesadelos que me amedrontam como uma criança
tornam-me vulnerável, presencio uma espécie de matança.
Espero a um canto que venha alguém salvar-me,
Fraquejo enquanto espero a bonança.
Suo, e mexo-me como se fosse realmente verdade.
Morro de frio, e temo tamanha maldade.
Acabo por me inteirar que o louco do meu sonho sou eu.
Mas não tenho controlo dos meus actos, será um problema meu?
Mato os meus Alter Egos como se assim fosse a sua vontade.
mas tudo com o propósito de saber,
qual deles serei eu de verdade?
O tempo parece não passar,
Esta noite parece interminável será que um dia vai acabar?
Não devia ter adormecido silenciosamente,
Devia primeiro ter-me exprimido,
ter dito tudo o que a minha alma sente.
A claridade lá fora parece ter chegado,
Com ele desaparece o sangue que toda a noite de mim e em mim,
foi derramado.
O ar ficou leve, As sombras foram-se embora…
Só não consigo perceber o tempo.
Manhã, porquê a demora?
Noite ainda bem que foste embora…
Os raios de sol iluminam-me a cara,
sinto-me agora com vida,
com vontade de viver,
Eu só espero que esta noite,
mais uma que aí venha eu não tenha de voltar a morrer.
Contudo sei, eu voltarei a renascer,
assim que os raios de sol me derem vida todos os dias do amanhecer.

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