Eu sou como uma fotografia.
E sou também uma idiota,
agradeço a todos que me veêm assim, porque nunca me iriam conseguir compreender.
Mas como estava a escrever, eu sou como uma fotografia, como um fime, e como uma música.
Muitos só me veêm exactamente como uma foto, estática, parada, pálida, muda, surda, cega, uma foto, e serei sempre assim, oca.
Outros veêm-me como um filme, melhor, alegre, contente, parva, irritada, chateada, idiota, inteligente, mas também surda, e muda, aqui já não sou cega, nem estática.
Como uma música....
Aí eu já serei eu, já não sou surda, nem muda, sou eu.
Pena é quando tentam chegar à minha música, sejam vocês os surdos e os mudos, embora não sejam cegos.
Podem reparar em mim, podem olhar para mim, mas não me veêm realmente...
Sou mais que uma imagem, sou mais que um filme, eu sou como uma música.
Uma música, que jamais poderão ouvir, pois não tem notas, uma música sem ritmo.
Eu faço parte de uma música silenciosa (contra-senso)
Uma música que vocês nunca poderão ouvir, apesar de me conseguirem ver.
Porquê?
A culpa no fundo não é vossa, de maneira alguma.
A culpa é minha e continuará a sê-lo. Pois eu...
Eu não sei tocar mais nada, não sei tocar outro género musical, sem ser o do silêncio onde me encontro, e que só me ouve quem não me tenta ver.
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